Contra o Vento e Ventania

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

 

"Seeeenta que lá vem história"

Era uma vez uma galinha pedrês que deu um ... er desculpa aê, história errada.

Agora sim.

Um jornalista estava fazendo matérias sobre pessoas de diferentes países que fossem totalmente surpreendentes. Então, viajou para o Uzbequistão para ver se conseguia sua matéria fantástica. Lá chegando, encontrou um pequeno bar ao pé de uma montanha. Dirigiu-se ao ancião que estava sentado tomando uma bebida e indagou:

- Eu estou fazendo um trabalho jornalístico e gostaria de saber se o senhor tem uma história diferente, inesquecível que tenha acontecido com o senhor?

- Tenho sim. - respondeu o velho.

- Então conte-me. - disse o jornalista.

- Um dia, a ovelha do nosso amigo se perdeu na montanha. E como é costume aqui na nossa região, nos reunimos, bebemos Vodka e fomos procurar a ovelha. Quando encontramos, como é costume na nossa região, todo mundo transou com a ovelha. Foi inesquecível.

- Mas eu não posso publicar essa matéria, as pessoas vão se assustar com essa história, o senhor não teria uma história mais alegre, divertida? - refutou o jornalista.

O senhor pensou e começou:

- Um dia, a mulher do vizinho se perdeu na montanha. E como é costume na nossa região, nos reunimos, bebemos Vodka e fomos procurar a mulher do vizinho. Quando encontramos, como é de costume, todo mundo transou com a mulher do vizinho. Foi a maior diversão.

- Essa história eu também não posso publicar, é contra a moral social. O senhor não teria uma história mais triste?

E o ancião respirou fundo, baixou a cabeça e disse:

- Um dia, eu me perdi na montanha ...

Terça-feira, Outubro 31, 2006

 

Mais uma melhoria na nossa cidade ... ou seria pioria?

Hoje que eu percebi porque os "garotos propaganda" do novo sistema do SINETRAM são um malabarista, um palhaço e um mágico. Tem que ser malabarista para conseguir entrar no ônibus, palhaço para conseguir ficar dentro do ônibus lotado e quente e mágico para poder descer e conseguir pegar outro ônibus em 1 hora e meia. Asifudê. Dizcupa esses feladaputas.

Quinta-feira, Julho 27, 2006

 

Literalmente contra o vento

Confesso que não me agrada muito a idéia de pegar o texto de alguém, copiar e colar aqui, mas essa obra prima musical e literária não poderia passar. Para manter o alto nível deste blog fui obrigado a postar essa maravilha. Leiam e chorem.

Composição: Latino

Tem culpa eu tem culpa Cátia?
A desgramada da catchaça
Ela domina o meu eu, faz o meu dia virar breu
E, à noite, uma caçada
Eu vou zuando na balada com a Cátia
A danada da catchaça faz eu ser quem eu não sou
Eu viro a mesa quando alguém me olha torto
Dou-lhe um tapa, levo um soco e no final levo a pior
Tenho ciúmes se alguém chega na Cátia
Ela é como namorada, companheira de ''deprê''
Se eu dirigo, eu bato na madruga, eu saio
E apareço eum frente ao Love Story
Geral, doidão, na pista, perdição à vista
E no final eu apareço um cão sem dono
Tem culpa eu tem culpa Cátia?
A desgramada da catchaça
Ela domina o meu eu, faz meu dia virar breu e a noite uma caçada
Bebo, bebo, bebo
Cachaça, catcha, catcha

Perae que eu vou pegar mais lencinho de papel.

Será que alguém poderia me colocar a 100m do latino com uma espingarda, uma mira laser e um bom álibi?

Não vou pedir para dizcupaeu. Dizcupa o Latino.

Terça-feira, Julho 11, 2006

 

Você Decide

O Você Decide de hoje vai tratar de um caso envolvendo três colegas. Polyanna, uma menina extrovertida e cheia de sonhos. Asdrubaldo, um jovem que parece viver no mundo da imaginação, com direito a Xuxa cantando o dia inteiro no seu ouvido e Charles, um rapaz metido a pagodeiro e galanteador, um pouco afeminado, que nas horas vagas gosta de ler revistas destinadas ao público entendido.
Asdrubaldo convive há pouco tempo com Polyanna, mas já se encantou com a desenvoltura da moça nas suas constantes conversas. O jovem sonhador pediu conselhos para Charles, sobre como proceder nas investidas à moça. Charles, sempre disposto a ajudar, deu algumas dicas para o companheiro, digo, colega.
Mas o desenrolar dessa história teve seu desfecho totalmente modificado, quando Charles percebeu demonstrações de interesse de Polyanna na sua pessoa. O que o deixou, de certa forma enojado... er..., digo... enjoado, porque ele não gosta de mulh.... Sai, daqui caralho! Err... desculpem, tivemos problemas com nossos redatores, é que chegou um antigo companheiro (cof, cof) de Charles querendo fazer insinuações sobre sua masculinidade. Continuando. O rapaz pagodeiro se ver numa situação complicada: ajudar seu companheiro e esquecer Polyanna ou ficar lendo G Magaz.... De novo aqui! Vai embora caralho! Desculpem novamente. Enfim, se você acha que ele deve ajudar o amigo, ligue para 0800 – 171- meia mole meia dura. Agora se você acha que não, que ele tem que comê-la, ligue para 0800 – 174 e diz pra esse feladaputa deixar de frescura e comer a mina enquanto é tempo. Ou se preferir mande um torpedo para a Seleção do Faustão e responda a pergunta: Quantas vezes você vai mandar o Faustão e o Parreira tomar no cu?

Contamos com a sua participação. Seu voto é muito importante.

Porque aqui, o final, você decide.

Terça-feira, Julho 04, 2006

 
Este blog encontra-se temporariamente abandonado ou fora da área da paciência.

Deixe seu comentário após o bip: Biiiiiiiiiiiiipppp.

Eu não resisti. Dizcupaeu.

Segunda-feira, Maio 29, 2006

 

Ao telefone ...

- Alô...
- Alô...
- Você está me ouvindo?!
- Alô ... não... não tô te ouvindo...
- Ahh... tá bom então... depois eu te ligo
- Tudo bem ... até mais
- Tchau.

Quarta-feira, Maio 10, 2006

 

O dia em que o Mundo parou

Amélia era uma garota romântica, educada, delicada e estudiosa, enfim, só escolhi esse nome pra fazer aquele péssimo trocadilho e dizer que "Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia que era mulher de verdade e. . . bom, chega dessa porra. Como todas as outras mulheres, ela ainda esperava o príncipe encantado que iria encontrá-la no seu (dele, seu cavalo!) cavalo branco e beijá-la-ia e viveriam felizes até que ela ficasse gorda, chata e começasse a implicar com a cerveja e o futebol nos finais de semana, além da toalha molhada em cima da cama e a tampa do vaso levantada, mas isso é outra história. Amélia esperou, esperou, esperou, sentada, deitada, esperou, esperou e esperou, agora fala rápido: peroz, peroz, peroz. Viu? A pronúncia não é a mesma? É. . . nessa eu me superei, voltemos a Amélia. Cansada de tanto esperar na frente da TV assistindo a novela das oito e engordando, resolveu sair à procura da sua alma gêmea, da outra metade da laranja, da cara-metade, resumindo, de um idiota para casar com ela. Mas as coisas não eram tão fáceis como imaginara. Conheceu vários homens e percebeu que todos só queriam a mesma coisa: sexo. Mesmo assim, continuou tentando. Depois de ouvir de muitos deles, quando iam discutir a relação a seguinte frase: senta, analisa e pensa, decidiu desistir da busca e fazer valer o ditado: "se não pode com o inimigo, junte se a ele."Não! Ela não virou sapatão. Enfiou a cabeça, digo, colocou na cabeça que se era sexo que eles queriam, era sexo o que teriam. E conheceu vários homens, com os quais mantinha relações descompromissadas, apenas sexo, como planejara. E viu que isso era bom. Viu que isso a livrou de toda aquela história de desconfianças, de ciúmes, explicações sobre batom na cueca ou perfume de mulher, desculpas envolvendo um sequestro alienígena e todas as estaparfudias conversas inventadas pelo compromisso. Contou o fato as amigas que desejaram experimentar essa nova concepção. Passado o período experimental, reuniram-se para discutir a conclusão de cada uma. E todas tinham o mesmo resultado: era bom, na verdade, muito bom. Criaram uma espécie de clube, que a cada dia recebia mais e mais adeptas ao estilo neowomanpansexualultragainstman, e uma das principais regras do clube, era a mesma usada pela mulheres de vida fácil, que de fácil não tem nada, não se envolver sentimentalmente. E como numa epidemia, isso deixou de ser restrito às mulheres da irmandade, aderindo todas as mulheres do mundo. Nenhuma delas queira saber de amor, paixão, romance. Apenas sexo, só o contato entre gêneros diferentes. Aos poucos, as empresas relacionadas ao fomento do amor, foram desaparecendo. Primeiro as floriculturas, depois os serviços de mensagens (quem dera!), as lojas de presentes. Estendendo-se aos programas de televisão, cinema, telenovelas. Até que o homem se deu conta de que não precisava mais azarar, paquerar, fazer jogos, enfim, descobriu que elas pensavam tão ou mais simplesmente do que eles, se estavam interessados em alguém , não seria necessário todas aquelas difíceis etapas, homens e mulheres queimavam etapas e partiam direto ao objetivo final contido no instinto humano e tão hipócritamente escondido pela sociedade. E os homens, percebendo a situação, deram-se conta da inutilidade do trabalho sem os fins alimentares. E se perguntavam: Para quê ter um carro, casa, dinheiro, roupas e status, se elas só querem prazer e nos dar um pé na bunda quando enjoarem? As consequências foram escatológicas, ou melhor, catastróficas. O homem quase voltou ao período feudal, a agricultura de subsistência passou a ser cotidiano do homem, como engenheiros, advogados, médicos, ginecologistas, presidentes. O caos estava instaurado. As economias foram se desfazendo. Os chefes de estado que tinham bombas nucleares para sentir o poder entre as pernas, não careciam mais delas. Em todo o lugar era possível ver milhares de Homo futeboles e Homo alcooles se embriagando, jogando futebol, brigando. Mas a situação extremou-se quando a bebida foi acabando, os homens não queriam saber de trabalho e sem trabalho não havia produção de bebidas. Sem bebidas, televisão e com a libertinagem aflorada, a população teve seu crescimento assustadoramente acelerado; orgias, bacanais, doenças, tudo se encaminhava para destruição da humanidade, com exceção das orgias e bacanais, que isso fique bem claro. Então, Amélia compreendeu a dimensão que as coisas chegaram, reuniu as fundadoras e principais colaboradoras responsáveis pelo início daquele que era apenas um clube e tomou uma decisão: era preciso fazer as mulheres voltarem a pensar em casamento, amor , paixão, romance. Organizou um grande encontro para defender sua idéias contrárias ao que tinha proposto. Todas vieram ouvi-la, visto que, era considerada um marco da transformação contemporânea pós-modernista atualmente dos tempos atuais dos dias de hoje. Mas, para sua surpresa, nenhuma daquelas mulheres que se encontravam ali na sua frente, pretendiam retomar pensamentos ultrapassados. Todas se uniram contra o seu agora antigo símbolo: Amélia. Prenderam-na, cortaram-lhe o cabaço, digo, a cabeça. Enviaram pedaços do seu corpo aos quatros cantos do mundo, não sei como, se o mundo é redondo, mas o que importa é que mandaram como forma de aviso a qualquer opositor da nova era global. E assim, o mundo parou e a humanidade desapareceu por causa das guerras por bebidas, brigas no campo de futebol e doenças, exatamente três dias após Amélia contar as suas amigas a sua falsa e presunçosa descoberta.

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